sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Evitando a vergonha alheia

Madalena Feliciano oferece 6 dicas importantes para um currículo impecável
Existem currículos que falham em aspectos importantes, essenciais para demonstrar que o candidato é um profissional sério e atiçar, nos contratantes, a vontade de admiti-lo.
Madalena Feliciano, gestora de carreira da empresa Outliers Careers, orienta, primeiramente, que não é bom usar um endereço de e-mail que possa comprometer a credibilidade: “Aquela conta que você criou de brincadeira, como “gatinha26@email.com”, por exemplo, pode ser motivo de piada entre os recrutadores”.

Uma segunda questão importante ressaltada por Madalena é sobre acrescentar coisas não verdadeiras ao currículo: “Não minta nunca sobre uma experiência ou conhecimento que não tem. Se não sabe falar inglês ou outro idioma, não coloque que tem conhecimento avançado. Ficará muito feio para você se durante uma possível entrevista, o recrutador te fizer perguntas em outra língua e você não conseguir responder”.

“Uma dica crucial é revisar seu currículo várias vezes e, se possível, pedir para um colega ou parente também revisá-lo. Não deixe passar nenhum erro de português, isso pode fazer você perder vários pontos com o recrutador, exalta a especialista.

Como quarta dica, a empreendedora pontua: “Nada de colocar documentos pessoais. Somente nome, endereço, telefones, e-mail, data de nascimento e estado civil são necessários. Evite gafes até mesmo das mais simples”.

“Seja modesto, não faça autoelogios vazios (ex: “profissional determinada com muita garra para crescer nesta empresa de sucesso”). Seja objetivo e coloque um resumo das suas experiências profissionais”, diz Madalena.

Por fim, “jamais coloque quais foram seus últimos salários, essa informação só precisa ser dada caso o empregador te pergunte durante a entrevista. Muita atenção”.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Mais de 60 anos? O Mercado de trabalho ainda é seu

Especialista, diz quais são as áreas que mais contratam pessoas na melhor idade, e as vantagens de contratar um profissional mais experiente.
Já se foi o tempo em que pessoas com mais de 60 anos não conseguiam uma recolocação profissional no mercado. Segundo o Ministério do Trabalho, em 2009, foram contratadas cerca de 320 mil pessoas, com mais de 60 anos para trabalhos formais, tanto em setores públicos, como privados. Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, em 2045, essas pessoas representarão metade do povo brasileiro.
Com a expectativa de vida cada vez maior, muitos daqueles que chegam aos 60 anos não querem deixar de trabalhar, ou ainda, desejam retornar ao mercado depois de um período de descanso. “Essa volta ao mercado de trabalhadores aposentados é um fenômeno recente no Brasil. Os 70 anos de hoje podem ser comparados com os 50 anos de algumas décadas atrás”, explica Madalena Feliciano, Diretora do Instituto Profissional de Coaching.
Segundo a especialista em transição de mercado, existe, principalmente, duas razões para que os profissionais acima dos 60 procurem uma ocupação que lhes rendam dinheiro “Cada vez mais as pessoas chegam aos 60 anos com grandes capacidades profissionais, vontade de ganhar seu próprio dinheiro e ter uma boa vida pessoal. Isso faz com que elas não queiram ficar em casa e voltem grande parte da sua atenção para o trabalho, assumindo com uma grande responsabilidade o que é delegado a eles”, explica Madalena.As empresas optam por esses profissionais quando a atividade exige mais responsabilidade, disponibilidade e respeito ao horário.
De acordo com Madalena, não existe idade máxima para se trabalhar, o que existe é a capacidade que cada pessoa tem para determinadas funções. “Os profissionais acima dos 60 podem sentir algumas dificuldades para retornar ao trabalho, afinal, muitas vezes o convívio com profissionais mais jovens, conectados à internet e às redes sociais, atualizados das novidades em suas áreas de atuação; a necessidade de falar outros idiomas e de ter uma atuação multidisciplinar, por exemplo, podem pôr em risco a confiança do profissional mais velho. Mas ele não deve se abalar: se foi contratado, é porque a empresa está à procura de experiência e maturidade, características normalmente encontradas em profissionais com mais experiência”, exalta. Isso acontece porque o ideal é contar com profissionais experientes – e essa experiência só é alcançada com a vivência.
Para aqueles que desejam regressar ao mercado de trabalho, existem algumas recomendações que podem ser seguidas: “Identifique suas principais competências; procure por um trabalho alinhado às suas experiências profissionais anteriores; faça um bom currículo, destacando a sua experiência; não pareça resistente às mudanças e novidades.Boa apresentação pessoal e postura são muito importantes, capriche nelas; e procure manter-se atualizado sobre a sua área de atuação”, aconselha Madalena.
Para o empregador, também existem grandes vantagens em contratar pessoas com mais idade – que vão além da experiência. “Em geral, os mais velhos são excelentes para o atendimento a clientes, são mais humildes em reconhecer seus erros e buscar a melhoria, são menos ansiosos, têm paciência para um plano de carreira mais longo, maior disponibilidade de tempo e flexibilidade na negociação do salário; menor responsabilidade com filhos - geralmente já são formandos ou independentes. Em geral, já recebem a aposentadoria e por isso o foco do trabalho nem sempre é exclusivamente o salário. Hoje em dia, os profissionais acima dos 60 fazem tudo: entram na internet, dirigem, fazem exercícios, dançam, namoram, estudam, enfim, procuram algo que venha trazer bem-estar e o melhor caminho para felicidade – e muitas vezes o trabalho ajuda e muito nesse caminho” conclui a especialista.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Como fugir do desemprego e voltar ao mercado de trabalho

O desemprego assola o país todo em função da grave crise econômica pela qual o Brasil passa no momento. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de desempregados registrado no país alcança 14,3 milhões.
Levando em conta essa realidade, a Outliers Careers, empresa paulista de recolocação profissional, realiza um trabalho completo que visa o retorno da pessoa desempregada ao mercado de trabalho. A diretora geral da empresa, a gestora Madalena Feliciano, dá dicas para fugir do desemprego.
Superação e coragem andam juntas
Para conquistar qualquer objetivo o principal componente é a coragem. Desse modo, encarar uma demissão é uma tarefa necessária, por mais difícil que possa parecer. É claro que existe um período no qual a pessoa sente tristeza pela perda do emprego, mas deve encontrar forças para ir em busca de outras oportunidades.
Você gosta do que faz?
Já ouviu aquela frase “trabalhe com o que gosta e não trabalhará nenhum dia”, pelo simples prazer em trabalhar? Pois bem, se o tipo de trabalho que realiza não o faz feliz, talvez essa seja a oportunidade de buscar outra coisa, em uma área diferente. Procure o que lhe agrada, assim você terá mais chance de alcançar o sucesso.
Conheça o mercado de trabalho
“Se for mudar, então é melhor estudar o mercado da área que deseja. Agora que está do lado de fora, é a hora de fazer boas análises para encontrar a melhor oportunidade”, aponta Madalena.
Trabalhe seu networking
Mas o que afinal é esse networking? Em uma linguagem acessível, consiste em conhecer e manter contato com pessoas da sua área de atuação almejada. Ter boa rede de contatos é muito importante para encontrar novas oportunidades. Por isso não se esqueça de manter bons relacionamentos com as pessoas de forma constante.
Conheça a vaga para a qual se candidatou
Antes de candidatar-se à uma vaga, procure informações sobre a empresa e como ela executa os trabalhos que oferece. Saber onde está pisando é o mínimo que o recrutador espera do candidato, segundo a gestora.
Por último e não menos importante, ao ser chamado para uma entrevista, saiba portar-se. “A avaliação começa a partir do momento que você entra na empresa, então, desde a portaria, mantenha a boa postura e educação”, afirma Madalena Feliciano. A entrevista é o momento crucial para mostrar as habilidades e demonstrar confiança ao contratante.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Sua empresa permite que você aja como empreendedor?


Você, como funcionário, já teve ter escutado alguém lhe falar que “é preciso pensar ou agir como se você fosse o dono da empresa”. Mas como fazer isso sem parecer arrogância da sua parte, e sim apenas comprometimento com o emprego? Madalena Feliciano, diretora de projetos da Outliers Careers, explica as melhores maneiras de pensar como o dono – e os benefícios que isso pode lhe trazer.

“Normalmente, ao dizerem que você precisa pensar como o dono, as pessoas estão se referindo a maneira com a qual você se preocupa com a empresa. Em tese, quando você pensa como o proprietário, suas preocupações, comprometimento e resultados aumentam – assim como o conhecimento sobre o local de trabalho e clientes”, resume a especialista.

Porém, será que os trabalhadores conseguem pensar na empresa em que trabalham como se fossem donos dela, em vez de meros empregados? O mundo atual comprova que sim – prova disso são as instituições mais bem sucedidas do mundo procurarem por profissionais que pensem ‘fora da caixinha’. 

“Independente do cargo, os trabalhadores devem encarar qualquer desafio como se fossem os empresários responsáveis pelo setor, pensando como melhorar processos e economizar recursos dentro de sua área”, comenta Madalena.

Como você acha que os líderes chegaram onde estão? Muitos deles possuem essa característica em comum: a de agirem como empreendedores e estarem dispostos a errar. “O fundamental para o profissional atual é ter uma atitude empreendedora, independente do seu emprego e cargo. Quem não arrisca, não petisca”, lembra Madalena.

Quem empreende corre maiores riscos. É difícil acertar desde o começo – e os possíveis erros significam tempo e dinheiro que foram “jogados fora” na visão de muitas pessoas. Por isso, se você trabalha em uma empresa, garanta que ela apoie o seu empreendimento e possíveis falhas. Apresente bem as suas ideias e diga o que você espera alcançar com seu novo plano. 

“Praticamente todos os chefes gostam de ouvir novas ideias para sua empresa. Apresente-as formalmente, marcando uma reunião e estando disposto para possíveis críticas. Se não conseguir o apoio da primeira vez, não desista. Melhore o que foi pedido e peça opiniões para pessoas diferentes”, sugere a gestora.

Em geral, os jovens dessa nova geração buscam ser empreendedores, as empresas, por outro lado, buscam reter os seus melhores e jovens talentos. Portanto, quando se é um bom profissional, ter o apoio da empresa é algo mais fácil para apostar em novidades. 

“Faça tudo bem feito e planejado. Essas preocupações antecipadas podem lhe dar uma imensa vantagem, afinal de contas, a liderança e o empreendimento são a arte de fazer as coisas simples – mas muito bem feitas”, conclui Madalena.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Todo cuidado é pouco em planos de demissões

É preciso tomar muito cuidado com a forma com que organizam e executam demissões em uma organização, além do amparo emocional dos que ficam.

Incertezas políticas e econômicas preocupam o Brasil e o mundo. No território nacional, nos últimos tempos, protestos de diferentes classes trabalhistas, greves de funcionários públicos, escândalos de corrupção e a alta do dólar tem preocupado, e muito, a população, especialmente as empresas em geral, que, juntas, estão demitindo milhares de funcionários, para cortar os gastos.

Apesar de demissões em massa serem comuns em cenários de crise como o atual, muitas pessoas, consideradas mais essenciais ou valiosas para a empresa, continuam trabalhando, porém, com uma falta de motivação e medo característico de quem acabou de ver inúmeros colegas ficarem desempregados.

Segundo Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, em tempos de crise, a gestão de mudanças também pode ajudar nessa transição. "O clima organizacional fica muito pesado quando há um plano de demissões em andamento; as pessoas não param de falar sobre o assunto, e sentimentos misturados, como angústia e ansiedade, se tornam comuns, o que faz a produção cair consideravelmente", explica a profissional.


Nesse ambiente de transações é que a verdadeira faceta de cada um começa a se mostrar, segundo o que afirma Madalena. "Existem dois tipos de comportamentos utilizados para resistir à mudanças: passivos, em que a pessoa deixa de produzir de maneira adequada e não colabora mais, e o ativo, em que o colaborador começa a sabotar a empresa, além de falar mal, ridicularizar e intimidar seus superiores. Essas posturas indicam como o indivíduo está digerindo as mudanças e desligamentos que estão ocorrendo no ambiente da empresa", observa.


Mesmo com o cenário econômico em condições ruins, como o do Brasil atual, ainda se torna difícil para alguns assimilar a necessidade de mudança sem resistência. "Existem diversos motivos pelos quais uma pessoa pode lutar contra um processo de transformações, sendo alguns dos principais o medo dos resultados posteriores; a crença de que a mudança não é necessária; falta de confiança em seus superiores e sentimento de impotência perante o que está acontecendo”, lista a profissional.


A gestora fala que conscientizar as pessoas que ficam na empresa sobre a necessidade dessas mudanças é fundamental, para que não fique nenhum sentimento de falta de justificativa ou satisfação. "Apesar de ser um processo doloroso, é preciso mostrar que é para o bem da organização. Incentivar o corpo de colaboradores a fazer sempre seu melhor, para que outros planos de demissões não ocorram, também é importante, além de evidenciar o porquê de tudo aquilo estar acontecendo, se pautando no que está ocorrendo com a economia, também pode ajudar", pontua.


Madalena conclui, dizendo que os superiores devem dar o exemplo, se tornando mais presentes na vida empresarial, e, quando necessário, deixando de receber alguns benefícios, como forma de demonstrar que eles, também, estão se sacrificando. "Embora não seja possível agradar a todos com os processos de mudança, é papel dos líderes minimizar esse desconforto, mostrando que isso acontecerá para o bem coletivo e criando estratégias de gestão para acabar com as resistências às mudanças", finaliza.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

É preciso pensar como o dono da empresa

Madalena Feliciano*
Você, como funcionário, já teve ter escutado alguém lhe falar que “é preciso pensar ou agir como se você fosse o dono da empresa”. Mas como fazer isso sem parecer arrogância da sua parte, e sim apenas comprometimento com o emprego? Explico a seguir as melhores maneiras de pensar como o dono – e os benefícios que isso pode lhe trazer.
Normalmente, ao dizerem que você precisa pensar como o dono, as pessoas estão se referindo a maneira com a qual você se preocupa com a empresa. Em tese, quando você pensa como o proprietário, suas preocupações, comprometimento e resultados aumentam – assim como o conhecimento sobre o local de trabalho e clientes.
Porém, será que os trabalhadores conseguem pensar na empresa em que trabalham como se fossem donos dela, em vez de meros empregados? O mundo atual comprova que sim – prova disso são as instituições mais bem-sucedidas do mundo procurarem por profissionais que pensem ‘fora da caixinha’. Independente do cargo, os trabalhadores devem encarar qualquer desafio como se fossem os empresários responsáveis pelo setor, pensando como melhorar processos e economizar recursos dentro de sua área.
Como você acha que os líderes chegaram onde estão? Muitos deles possuem essa característica em comum: a de agirem como empreendedores e estarem dispostos a errar. O fundamental para o profissional atual é ter uma atitude empreendedora, independente do seu emprego e cargo. Quem não arrisca, não petisca.
Quem empreende corre maiores riscos. É difícil acertar desde o começo – e os possíveis erros significam tempo e dinheiro que foram “jogados fora” na visão de muitas pessoas. Por isso, se você trabalha em uma empresa, garanta que ela apoie o seu empreendimento e possíveis falhas. Apresente bem as suas ideias e diga o que você espera alcançar com seu novo plano. Praticamente todos os chefes gostam de ouvir novas ideias para sua empresa. Apresente-as formalmente, marcando uma reunião e estando disposto para possíveis críticas. Se não conseguir o apoio da primeira vez, não desista. Melhore o que foi pedido e peça opiniões para pessoas diferentes.
Em geral, os jovens dessa nova geração buscam ser empreendedores, as empresas, por outro lado, buscam reter os seus melhores e jovens talentos. Portanto, quando se é um bom profissional, ter o apoio da empresa é algo mais fácil para apostar em novidades. Faça tudo bem feito e planejado. Essas preocupações antecipadas podem lhe dar uma imensa vantagem, afinal de contas, a liderança e o empreendimento são a arte de fazer as coisas simples – mas muito bem-feitas.