sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Job Rotation. Você utilizaria essa prática?

Job Rotation como novo processo de aprendizagem empresarial
O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e treinamento pode capacitar ainda mais profissionais
Job Rotation é uma prática de treinamento de algumas empresas, que divide opiniões entre profissionais. Consiste em fazer um novo funcionário passar por diversas áreas da empresa por um determinado período de tempo, antes de ser alocado em sua área específica de atuação.
Dessa forma, um funcionário recém-chegado à empresa passa um tempo tralhando na área financeira, no marketing, vendas, produção, entre outros setores que houverem na empresa contratante. As vantagens desse processo tornam o profissional mais completo, porque o obrigam a sair de sua zona de conforto e o fazem desenvolver um alto grau de conhecimento sobre todas as atividades da corporação. Tornam o funcionário mais apto a lidar e resolver eventuais problemas de forma mais efetiva, uma vez que terá uma visão geral dos possíveis efeitos na empresa.
Madalena Feliciano, gestora de operações da Outliers Careers e especialista em transição de carreira, diz “Independente do cargo, os trabalhadores devem encarar qualquer desafio como se fossem os empresários responsáveis pelo setor, pensando como melhorar processos e economizar recursos dentro de sua área”
No entanto, o job rotation também tem suas desvantagens. Alguns diretores de RH e estudiosos afirmam que essa prática não torna o profissional mais capacitado. Pelo contrário, causam frustração pela falta de oportunidade de adaptação a um setor e por não proporcionar uma formação específica em uma determinada área.
Especialista em realocação de mercado, especialmente da terceira idade, Madalena expressa seu posicionamento “O fundamental para o profissional atual é ter uma atitude empreendedora, independente do seu emprego e cargo. Quem não arrisca, não petisca”, diz.
De uma maneira geral, todas as técnicas de treinamento, não apenas o job rotation variam de empresa para empresa. E se você vai ou não se adaptar, é muito pessoal. Em caso de não adaptação, converse com seus superiores para ver se há outra opção que melhor se adeque a você.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Cinco dicas de Madalena Feliciano de como sair do desemprego

Madalena Feliciano, explica o que fazer para ser produtivo durante esse tempo livre
Desemprego é a palavra da vez. O Brasil vive a sua pior crise econômica na história e há mais de 14,3 milhões de desempregados no país. Se você é um deles, essa matéria é pra você.
1 - Refletir suas escolhas profissionais.
Segundo a especialista, uma boa forma de transformar esse tempo chato do desemprego em algo útil para você a longo prazo, é repensar sua carreira, o motivo que te levou a estar desemprego e se perguntar se você realmente está no caminho certo. “Infelizmente, vejo que muitos bons profissionais se perdem na carreira porque não têm um posicionamento definido. Atiram para todos os lados e não conseguem concentrar sua energia no que realmente lhes interessa”, aconselha Madalena Feliciano, gestora projetos da empresa Outliers Careers. “Para um bom posicionamento você precisará fazer um montante de escolhas pessoais e profissionais, exteriorizá-las e torná-las palpáveis e concretas. As características de uma empresa bem posicionada já estão dentro do próprio gestor, por isso, antes de tudo, você precisa se concentrar nas suas características pessoais. Por exemplo, ‘Qual a sua missão de vida? Quais são seus desejos? Qual a razão de fazer o que você faz? Quais problemas você gosta – e deseja – resolver?’” É importante ter essas questões pré-definidas antes de procurar por um novo emprego. “São essas qualidades que irão distinguir sua atuação no mercado ou sua marca. Suas virtudes são aqueles pontos chaves que farão você ser reconhecido”, finaliza.
2 - O currículo é sua carta de apresentação.
“Essa é a hora para investir em educação. Use a internet como uma aliada e deixe seu currículo cada vez mais recheado. Existem milhares de cursos online, tutoriais, e-books, etc. Outra atividade que pode ajudar nesse período é visitar eventos, feiras e congressos voltados à carreira. Além de manter-se atualizado sobre o mercado, cada presença em um evento desses é mais uma oportunidade para conhecer pessoas com interesses semelhantes de forma menos formal – quem sabe seu novo chefe ou colega de trabalho não esteja ali também?”, comenta Madalena.
3 - “Se não está na internet, não existe”
Nos tempos atuais em que a Internet domina, estar conectado não é apenas para adolescentes e jovens adultos, e principalmente não pode ser encarado apenas como lazer. Virou ferramenta de trabalho.“Deixe seus perfis online sempre atualizados e atrativos, tenha um bom networking digital, saiba o que acontece no mundo. Converse com ex colegas de classe ou trabalho, amigos, professores, etc., e faça com que eles saibam que você está à procura de um emprego – de forma sutil. Uma indicação é sempre algo positivo na hora da conquista de um novo emprego”, sugere.
4 - Tire seu cartão de visitas do bolso!
“O freelancing é uma ótima maneira de continuar exercendo a profissão com retorno financeiro. Essa é uma fonte de renda que pode ajudar nos períodos de desemprego e, além disso, oferece novas oportunidades de conhecer pessoas da área – ou seja, novas oportunidades de emprego. Para isso, tenha sempre seu cartão de visitas consigo.”, afirma a gestora.
5 - Finalmente uma entrevista de emprego?!
Antes de se candidatar a vaga, pare, analise a empresa e veja se ela combina com o seu perfil profissional. “Você torna a empresa mais ‘palpável’ e passa a entender de forma concreta como o processo funciona ali dentro. As características culturais impostas pela instituição combinam com as suas? Você admira as qualidades da empresa, assim como seus serviços e produtos? Se a resposta para essas perguntas for ‘sim’, você já está no caminho certo”, comenta Madalena. Faça uma pesquisa ampla sobre o mercado de atuação da empresa, sua missão, visão e valores. E compare com os seus. “Vasculhe mesmo. Já que você possui a internet, use-a a seu favor.”, incentiva. E ainda dá um último conselho importante para a hora da entrevista. “Profissionais que mostram conhecimento anterior e interesse sobre a empresa ganham pontos positivos com os chefes.” lembra a gestora.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Mobilidade inteligente, educação e empregabilidade

O perfil dos estudantes vem se modificando de forma acentuada desde os anos 1990, impulsionado pela utilização da internet. Desde que surgiram os smartphones as pesquisas se tornaram muito mais rápidas, a um clique do aluno a partir de qualquer lugar.
Essa facilidade trouxe grandes benefícios ao estudante, que pode pesquisar assuntos diversos em curto prazo de tempo, coisa que não faria se precisasse se deslocar para acessar uma biblioteca física tradicional.
A tecnologia contribui com o crescimento intelectual e cultural dos alunos. Paralelamente, os trabalhos escolares passaram a ter mais qualidade técnica e também mais rigor na avaliação por parte dos professores, justamente por causa da facilidade de consulta e do maior acesso a novos acervos, pesquisas científicas e publicações técnicas, entre outros meios de informação.
Acompanhando esse processo de evolução surgiu ao aluno a possibilidade de cursos à distância, excelente para quem vive longe dos grandes centros urbanos e também para quem quer fazer cursos fora do Brasil sem sair de casa.
A evolução não parou por aí. Graças à disposição de professores em ajudar alunos a resolver exercícios, ensinar e reforçar conceitos, foram criadas aulas gravadas disponíveis a quem precisar. No canal Youtube surgiram cursos e, principalmente, aulas de curta duração em vídeo para todas as necessidades.
A neurociência já provou que cada pessoa tem um estilo de aprendizagem, isto é, algumas têm facilidade para aprender por meio de áudio, outras por imagens e vídeos, outras discutindo e outras pela prática.
Entender qual é o melhor método para si mesmo gera autoconhecimento e potencializa o autodesenvolvimento em curto prazo.
Do ponto de vista da construção de uma carreira, hoje sabemos que é preciso um pouco mais do que uma boa formação acadêmica para garantir a chamada empregabilidade, nome dado à capacidade de adequação do profissional às novas necessidades e dinâmica dos novos mercados de trabalho.
Nesse contexto a inteligência emocional do engenheiro é tão importante quanto sua habilidade técnica. Atuais indicadores do mercado de trabalho apontam que a maioria (aproximadamente 85%) das demissões se dá por problemas comportamentais e não técnicos.
A boa notícia é que por meio de alto impacto é possível preparar profissionais para a produtividade que o mercado exige e para os resultados que as empresas cobram.
Qual é o comportamento adequado diante de desafios? Qual deve ser a postura diante das mais variadas situações? O que deve ser feito para estar bem preparado para superar exigências e ser um profissional diferenciado? Qual é a importância de estar sempre aberto ao novo, à autorreflexão e à melhoria contínua de si mesmo?
Este momento de transição para a mobilidade inteligente em âmbito mundial, com novas tecnologias que afetam o ambiente das organizações, é uma convocação ao debate de ideias e compartilhamento de experiências, em especial na educação de engenharia.
Estamos de fato preparando engenheiros para o futuro? Essa questão definiu o foco das discussões do grupo de debatedores do painel de Educação de Engenharia do Congresso SAE BRASIL 2017, formado por estudantes, profissionais dedicados à pesquisa de aplicativos, à prática processos inovadores de aprendizado em universidades e em mídias sociais, e à gestão de carreira e treinamento para engenheiros.
Por: Madalena Feliciano e Leonardo Macarrão Jr.