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Mercado de Trabalho abre os braços para maiores de 65 anos




Já se foi o tempo em que pessoas com mais de 65 anos não conseguiam uma colocação no mercado de trabalho. Segundo o Ministério do Trabalho, os setores público e privados contrataram 320 mil maiores de 65 anos em vagas formais em 2009 – 7,08%  mais do que no ano anterior.
Para a pesquisadora do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Ana Amélia Camarano, a volta de trabalhadores aposentados é um fenômeno recente no Brasil e está fortemente associado às melhorias nas condições de saúde da população. “Os 70 anos de hoje equivalem aos 50 de décadas atrás”, diz. Além disso, dois motivos levam as pessoas de voltarem à ativa: as de escolaridade mais baixa precisam complementar a renda e as escolarizadas estão sendo procuradas pelo mercado. “Basta observar que todos sempre procuram médicos e advogados com mais experiência, a qual só é alcançada com a idade”, analisa Camarano.
Além dos constantes recordes de geração de empregos, as empresas optam por esses profissionais quando a atividade exige mais lentidão, responsabilidade, disponibilidade e respeito ao horário. “As pessoas estão chegando à velhice com muita capacidade, o que faz com que elas não queiram ficar em casa, e podem se dedicar muito mais do que um jovem, que tem sua atenção dividida entre festas, estudos e outros empregos”, explica Sílvia Regina Mendes Pereira, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Para os geriatras, o trabalho pode proporcionar longevidade, pois a rotina imposta ajuda a inserir o idoso na sociedade, cria círculos de amizades, estimula a memória e a concentração. Mas os especialistas lembram que é importante analisar se a atividade demanda grande esforço físico: carregar peso, ficar muito tempo em pé ou se é muito cansativa. “Não existe idade máxima para se trabalhar, existe a capacidade que a pessoa tem”, avalia Sílvia Regina. 
O auditor aposentado Dílson Senna Souza, aos 82 anos, optou por trabalhar voluntariamente no sindicato de sua categoria. “Queria dar a minha contribuição”, diz o diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho do Estado da Bahia.

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