Pular para o conteúdo principal

Sete hábitos comuns podem estar atrapalhando a sua vida

Esperar que o par adivinhe o que você quer pode impedir a sua felicidade
Se você tem a sensação de que alguma coisa na vida –amor, trabalho, autoestima, sociabilidade– não evolui, por mais que se esforce, é provável que algum comportamento nocivo no dia a dia esteja impedindo sua felicidade. Veja, segundo especialistas, quais são os hábitos mais danosos e elimine-os da sua rotina:

Procrastinar: deixar para amanhã o que se pode fazer hoje, segundo Madalena Feliciano, diretora do IPC (Instituto Profissional de Coaching) e diretora geral da consultoria Outliers Careers, ambos na capital paulista, é um hábito terrível que impede qualquer um de conquistar objetivos. Quem deseja evoluir precisa se empenhar e parar de inventar desculpas para adiar os planos, dos mais simples aos mais ousados. 
As pessoas costumam se sabotar, mesmo sem perceber, tanto na vida pessoal quanto profissional. E, quando caem na real, percebem que estão vivendo no piloto automático. "Muita gente diz: 'vou começar uma dieta na segunda-feira', 'vou parar de fumar no ano que vem', 'farei minha pós-graduação no segundo semestre'. Quando se dão conta, o tempo passou e nada mudou".
Reclamar: concentrando-se naquilo que acredita estar ruim, uma pessoa dificilmente tem tempo ou disposição para enxergar as coisas boas ou se esforçar para melhorar o cenário. "A falta de entusiasmo é uma característica das pessoas que passam a vida reclamando. Muitas se sentem vítimas do destino: tudo sempre vai mal, nada dá certo, só os outros têm sorte", exemplifica Madalena Feliciano. "Ter atitudes positivas começa na mente, portanto, se você se identificou, comece a praticar agora e perceba a diferença na sua vida diariamente", fala.
Esperar que o par adivinhe seus desejos: segundo a psicanalista e psicóloga Ana Cássia Maturano, de São Paulo (SP), não são poucas as pessoas que criam expectativas de que o parceiro vá adivinhar o que elas querem. "São criadas expectativas em relação ao outro que só existem na sua cabeça. O par não tem como saber o que você pensa se você não falar. Diga o que você quer ou o que incomoda. Isso não significa que o parceiro agirá de acordo com seus desejos, mas ao menos ele saberá quais são", explica a especialista.
Não viver o presente: algumas pessoas pensam tanto no futuro, no que está por vir, nas possíveis doenças, no envelhecimento ou na condição financeira da próxima década que acabam não conseguindo aproveitar o momento. "A angústia em relação ao futuro faz com que o presente passe despercebido. É um sofrimento inútil", diz a psicóloga Ana Cássia. Você pode e deve fazer uma poupança pensando em um investimento a longo prazo, fazer exames de saúde periódicos e tomar várias medidas para garantir um bom futuro, mas sem esquecer de viver o presente. 

Para a psicóloga Andréa Lorena, também da capital paulista, ficar preso ao passado também é um hábito nocivo. "Pessoas que ficam ligadas ao que já aconteceu costumam ter sentimentos de culpa e muita tristeza. Perdem muito tempo pensando em como seriam as coisas hoje se a sua atitude do passado tivesse sido outra. Com isso, também acabam não aproveitando as situações do presente", afirma.
Ressaltar o que falta: às vezes, ficamos tão ligados ao que não temos ou na parte de nossas vidas que não está indo bem que deixamos de valorizar nossas conquistas. "Destacar apenas o que nos falta é um hábito maligno, porque nunca se consegue alcançar a sensação de satisfação. É algo prejudicial à autoestima, porque pessoas assim dificilmente conseguem enxergar a verdadeira realização daquilo que fazem, pois perdem tempo com lamentações", diz Ana Cássia. 
Preocupar-se com a opinião alheia: "Esse hábito não somente atrapalha sua vida, mas o impede de se conectar a si mesmo e a seus objetivos. É fato que não se preocupar com o que os outros irão pensar a seu respeito é algo praticamente impossível, por isso, o mais importante é escolher quais pessoas realmente se importam com você",diz o psicólogo clínico e coach João Alexandre Borba, de São Paulo (SP).
Guardar mágoas: a pessoa que guarda mágoas não as resolve e muito menos as aceita "Ressentimentos, frustrações e decepções vão se acumulando e há o risco de desenvolver sintomas depressivos e ansiosos, além de ter comportamentos explosivos, pois existem coisas que não foram resolvidas emocionalmente", explica Andréa Lorena.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

30 estratégias para ampliar sua rede de contatos

No Brasil, cerca de 25 milhões de pessoas possuem perfis no Linkedin. Somos o terceiro maior país do mundo em número de usuários dessa rede social profissional, atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 128 milhões de profissionais cadastrados, e da Índia, com 35 milhões, mas à frente de Inglaterra e China, ambas com cerca de 20 milhões de usuários. Esses números ajudam a dimensionar a importância dos relacionamentos para a conquista de posições no mercado de trabalho brasileiro ou para o fechamento de negócios. Isso não significa, entretanto, que os brasileiros sejam mestres na arte de fazer networking. "Muita gente abandona o perfil na rede quando não precisa de nada. Isso é um erro", diz Fernanda Brunsizian, gerente de comunicação do Linkedin Brasil. Numa época de corte de postos de trabalho, uma boa rede de contatos pode ser a diferença entre a recolocação ou o desemprego.  Segundo especialistas em recrutamento, como as empresas não estão contratando, ma...

Trabalho em equipe estimula a produtividade

Parece que fica sempre muito complicado vencer as resistências, que incluem desmotivação, falta de liderança, rotinas, desconfiança e sistematização de normas que restringem a criatividade. A c omunicação deficiente e ineficaz costuma ser o maior e mais forte dos impedimentos. Os estilos pessoais e modelos mentais diversos criam, algumas vezes, impedimentos para os bons resultados esperados pela equipe. Quando não acontece a boa comunicação, as potencialidades de cada um são empobrecidas. Com um olhar especial, essa diversidade pode ser o que garante à equipe uma visão mais rica e eficaz. É nessa diversidade que as equipes se enriquecem. Um bom líder sabe observar as diferenças e utilizar as visões para fortalecer o potencial do time. Ele utiliza cada parte em benefício do todo. Dentro de uma equipe, alguns gostam de ler, pesquisar; outros têm muitas ideias; outros preferem ir diretamente à ação; alguns planejam antes de agir enquanto outros se divertem com a experimentação. H...

Somos a geração da exaustão: A tecnologia faz ou não trabalharmos mais?

Vivemos em uma era de avanços tecnológicos sem precedentes, onde a conectividade é onipresente. A tecnologia trouxe inúmeras facilidades e oportunidades, mas também trouxe consigo desafios significativos para a saúde mental e a qualidade de vida. O crescente uso de telas e a pressão para estar constantemente conectado têm contribuído para o surgimento de uma nova forma de esgotamento: o burnout digital. A terapeuta, gestora de carreira e CEO, Madalena Feliciano, comenta que a tecnologia, por um lado, prometeu simplificar nossas vidas e aumentar nossa produtividade. No entanto, paradoxalmente, muitos de nós nos encontramos trabalhando mais horas e enfrentando uma sobrecarga constante de informações. A linha entre trabalho e vida pessoal tornou-se cada vez mais tênue, com e-mails, mensagens e notificações invadindo nossa privacidade e tempo de descanso. O resultado desse estilo de vida superconectado é uma exaustão crônica, tanto física quanto mental. A pressão para responder instantane...