Pular para o conteúdo principal

Prevenir é melhor que remediar

O mais sensato é não fechar os olhos para o problema, mas sim tomar algumas medidas inteligentes para proteger a empresa de qualquer ameaça

Por Eliana Dutra*
É preciso traçar os mais diversos cenários e identificar quais deles são de alto risco para o negócio | <i>Crédito: Pexels
É preciso traçar os mais diversos cenários e identificar quais deles são de alto risco para o negócio | Crédito: Pexels
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As empresas ainda sentem o efeito da crise e ficar imune a ela é quase inevitável. Afinal, o atual cenário de incerteza ameaça a recuperação da economia brasileira em 2017 e, consequentemente, a saúde financeira dos negócios. Para se ter ideia, cerca de 40% das maiores organizações listadas na BM&FBovespa estão extremamente endividadas, sendo que mais da metade delas está em estado crítico. Contudo, a maioria dos líderes apenas espera as coisas melhorarem ou, pior, acha que está “blindada” a qualquer turbulência. Tais atitudes apenas contribuem para piorar a situação.

O mais sensato é não fechar os olhos para o problema, mas sim tomar algumas medidas inteligentes para proteger a empresa de qualquer ameaça. O primeiro passo é o CEO admitir que não é imune a crise. Afinal, as organizações que sobrevivem são justamente aquelas que não tem medo de admitir isso. Essa é uma ação inteligente, já que transforma a crise em oportunidade, utilizando-a para tornar os seus processos mais consistentes e preparados para qualquer tipo de turbulência.

Paralelo a isso, é preciso traçar os mais diversos cenários e identificar quais deles são de alto risco para o negócio. Esse movimento é valioso para a tomada de decisão tanto dos CEOs quanto do conselho de administração. Além disso, este é um dos passos mais importantes e produtivos na implementação de uma cultura corporativa preparada para uma eventual dificuldade. Porém, isso não basta. O processo de identificação de ameaças e riscos deve levar a uma ação proativa e estratégica.

Assim, os líderes terão tempo hábil para analisar tais cenários. A partir daí, é possível criar um plano estratégico robusto que previna riscos evitáveis e estabeleça ações para se preparar para o imponderável.  Claro que tanto o planejamento e a ação não podem ser momentâneos e esquecidos. Líderes inteligentes preparam seus colaboradores para gestão de crise através da prática constante de exercícios, treinamentos e simulações sobre a realidade em que estão e para onde querem ir. Afinal, quando o inevitável dia da crise chegar, todos estarão capacitados para enfrentá-la. Em outras palavras: o sucesso da empresa dependerá da atuação de uma equipe forte e que compreende o seu papel e responsabilidade na administração do momento da dificuldade.


*Este artigo é de autoria de Eliana Dutra, CEO da Pro-Fit e primeira Master Coach Certified na América do Sul pela ICF.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

30 estratégias para ampliar sua rede de contatos

No Brasil, cerca de 25 milhões de pessoas possuem perfis no Linkedin. Somos o terceiro maior país do mundo em número de usuários dessa rede social profissional, atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 128 milhões de profissionais cadastrados, e da Índia, com 35 milhões, mas à frente de Inglaterra e China, ambas com cerca de 20 milhões de usuários. Esses números ajudam a dimensionar a importância dos relacionamentos para a conquista de posições no mercado de trabalho brasileiro ou para o fechamento de negócios. Isso não significa, entretanto, que os brasileiros sejam mestres na arte de fazer networking. "Muita gente abandona o perfil na rede quando não precisa de nada. Isso é um erro", diz Fernanda Brunsizian, gerente de comunicação do Linkedin Brasil. Numa época de corte de postos de trabalho, uma boa rede de contatos pode ser a diferença entre a recolocação ou o desemprego.  Segundo especialistas em recrutamento, como as empresas não estão contratando, ma...

Trabalho em equipe estimula a produtividade

Parece que fica sempre muito complicado vencer as resistências, que incluem desmotivação, falta de liderança, rotinas, desconfiança e sistematização de normas que restringem a criatividade. A c omunicação deficiente e ineficaz costuma ser o maior e mais forte dos impedimentos. Os estilos pessoais e modelos mentais diversos criam, algumas vezes, impedimentos para os bons resultados esperados pela equipe. Quando não acontece a boa comunicação, as potencialidades de cada um são empobrecidas. Com um olhar especial, essa diversidade pode ser o que garante à equipe uma visão mais rica e eficaz. É nessa diversidade que as equipes se enriquecem. Um bom líder sabe observar as diferenças e utilizar as visões para fortalecer o potencial do time. Ele utiliza cada parte em benefício do todo. Dentro de uma equipe, alguns gostam de ler, pesquisar; outros têm muitas ideias; outros preferem ir diretamente à ação; alguns planejam antes de agir enquanto outros se divertem com a experimentação. H...

Somos a geração da exaustão: A tecnologia faz ou não trabalharmos mais?

Vivemos em uma era de avanços tecnológicos sem precedentes, onde a conectividade é onipresente. A tecnologia trouxe inúmeras facilidades e oportunidades, mas também trouxe consigo desafios significativos para a saúde mental e a qualidade de vida. O crescente uso de telas e a pressão para estar constantemente conectado têm contribuído para o surgimento de uma nova forma de esgotamento: o burnout digital. A terapeuta, gestora de carreira e CEO, Madalena Feliciano, comenta que a tecnologia, por um lado, prometeu simplificar nossas vidas e aumentar nossa produtividade. No entanto, paradoxalmente, muitos de nós nos encontramos trabalhando mais horas e enfrentando uma sobrecarga constante de informações. A linha entre trabalho e vida pessoal tornou-se cada vez mais tênue, com e-mails, mensagens e notificações invadindo nossa privacidade e tempo de descanso. O resultado desse estilo de vida superconectado é uma exaustão crônica, tanto física quanto mental. A pressão para responder instantane...