Pular para o conteúdo principal

Quem trabalhou no Carnaval tem direito a hora extra?

Deu duro enquanto todo mundo estava na folia? Não necessariamente você vai ganhar mais por isso, explica advogado

*Resposta de Marcelo Mascaro Nascimento, sócio do escritório Mascaro Nascimento Advocacia Trabalhista e diretor do Núcleo Mascaro

O período de comemoração do carnaval não é feriado na maior parte das cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, então, se não é feriado, não se trata de trabalho extraordinário o dia trabalhado. O fato é que, por razões culturais, estamos acostumados a não trabalhar na segunda e terça-feira, sendo que em alguns lugares essa “folga” se estende até o meio-dia da quarta-feira de cinzas.
Algumas Convenções ou Acordos Coletivos podem prever o pagamento desses dias com adicional ou ainda vedar o trabalho durante esse período mediante compensação em outro momento. Há ainda a possibilidade de um acordo individual, entre empregador e empregado, mediante a compensação dos dias de descanso com o acréscimo de jornada em outros dias.
Assim, caso o empregado já tenha trabalhado a mais para poder descansar nos dias de carnaval e é convocado para comparecer na empresa durante esse período, ou ainda, se existe previsão de folga na Convenção Coletiva, cabe o pagamento de horas extras, pois aquelas horas já estavam compensadas.
Por outro lado, inúmeras empresas apenas concedem os dias de descanso (segunda e terça) sem descontos ou compensações, até mesmo na modalidade “plantão”, em que o empregado pode não comparecer à empresa, mas precisa estar à disposição caso haja algum chamado de cliente ou mesmo da empresa.
Nessa hipótese, se houver a necessidade do empregado trabalhar, não haverá qualquer pagamento a mais, pois não se trata de dia previamente compensado ou de feriado, apenas de mera liberalidade do empregador em conceder o descanso.
Para saber ao certo como deverá ser remunerado esse período de festas carnavalescas, será necessário verificar o calendário de feriados e pontos facultativos da sua cidade e sua convenção coletiva, caso não seja mencionada nenhuma regra específica de compensação pelo seu empregador.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

30 estratégias para ampliar sua rede de contatos

No Brasil, cerca de 25 milhões de pessoas possuem perfis no Linkedin. Somos o terceiro maior país do mundo em número de usuários dessa rede social profissional, atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 128 milhões de profissionais cadastrados, e da Índia, com 35 milhões, mas à frente de Inglaterra e China, ambas com cerca de 20 milhões de usuários. Esses números ajudam a dimensionar a importância dos relacionamentos para a conquista de posições no mercado de trabalho brasileiro ou para o fechamento de negócios. Isso não significa, entretanto, que os brasileiros sejam mestres na arte de fazer networking. "Muita gente abandona o perfil na rede quando não precisa de nada. Isso é um erro", diz Fernanda Brunsizian, gerente de comunicação do Linkedin Brasil. Numa época de corte de postos de trabalho, uma boa rede de contatos pode ser a diferença entre a recolocação ou o desemprego.  Segundo especialistas em recrutamento, como as empresas não estão contratando, ma...

Trabalho em equipe estimula a produtividade

Parece que fica sempre muito complicado vencer as resistências, que incluem desmotivação, falta de liderança, rotinas, desconfiança e sistematização de normas que restringem a criatividade. A c omunicação deficiente e ineficaz costuma ser o maior e mais forte dos impedimentos. Os estilos pessoais e modelos mentais diversos criam, algumas vezes, impedimentos para os bons resultados esperados pela equipe. Quando não acontece a boa comunicação, as potencialidades de cada um são empobrecidas. Com um olhar especial, essa diversidade pode ser o que garante à equipe uma visão mais rica e eficaz. É nessa diversidade que as equipes se enriquecem. Um bom líder sabe observar as diferenças e utilizar as visões para fortalecer o potencial do time. Ele utiliza cada parte em benefício do todo. Dentro de uma equipe, alguns gostam de ler, pesquisar; outros têm muitas ideias; outros preferem ir diretamente à ação; alguns planejam antes de agir enquanto outros se divertem com a experimentação. H...

Somos a geração da exaustão: A tecnologia faz ou não trabalharmos mais?

Vivemos em uma era de avanços tecnológicos sem precedentes, onde a conectividade é onipresente. A tecnologia trouxe inúmeras facilidades e oportunidades, mas também trouxe consigo desafios significativos para a saúde mental e a qualidade de vida. O crescente uso de telas e a pressão para estar constantemente conectado têm contribuído para o surgimento de uma nova forma de esgotamento: o burnout digital. A terapeuta, gestora de carreira e CEO, Madalena Feliciano, comenta que a tecnologia, por um lado, prometeu simplificar nossas vidas e aumentar nossa produtividade. No entanto, paradoxalmente, muitos de nós nos encontramos trabalhando mais horas e enfrentando uma sobrecarga constante de informações. A linha entre trabalho e vida pessoal tornou-se cada vez mais tênue, com e-mails, mensagens e notificações invadindo nossa privacidade e tempo de descanso. O resultado desse estilo de vida superconectado é uma exaustão crônica, tanto física quanto mental. A pressão para responder instantane...